Hambúrguer de joelho de porco defumado. Essa foi uma das grandes surpresas que provei na Cachaçaria do Dedé em Manaus, principalmente por ver que uma receita alemã é o carro-chefe de um restaurante localizado no norte do Brasil. A Cachaçaria do Dedé que visitamos fica no shopping Manauara. A casa acaba de completar 10 anos de funcionamento e a gente resolveu conhecê-la depois do nosso encontro com os botos no Rio Negro. Passamos uma semana na Amazônia e provamos várias iguarias nortistas.
Na Cachaçaria do Dedé pude constatar que, além do famoso prato alemão, muitas delícias gastronômicas típicas fazem parte do cardápio criado pelo Dedé Parente, um chef bem respeitado na região. Ganhador do Prêmio Nacional Dólmã 2018, Dedé começou vendendo pastel de feira no início dos anos 90 e hoje administra restaurantes em Manaus, Belém, Fortaleza, Uberlândia e em Belo Horizonte.
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| O cardápio do Dedé é bem farto. Impossível não gostar de alguma preparação. |
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| A parede de cachaça do restaurante do Dedé impressiona qualquer um. Eu e o maridão adoramos. |
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| Não são só as comidas que são boas. O ambiente da Cachaçaria do Dedé é bem agradável. |
Falando nisso, essa especialidade da gastronomia alemã, bastante apreciada no Brasil, também é servida inteira. O joelho de porco pururucado é um dos prediletos do público que frequenta a Cachaçaria do Dedé em Manaus.
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| Joelho de porco da Cachaçaria do Dedé. Foto: Cachaçaria do Dedé & Empório / divulgação Facebook. |
Mas, independentemente da forma de preparo, uma característica prevalece na identificação de um bom joelho de porco: a carne descola perfeitamente do osso e é bem macia, igual a do hambúrguer que motivou essa matéria.
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| Hambúrguer de joelho de porco defumado da Cachaçaria do Dedé. |
O prato, nesse sentido, não é tradicional à toa. Além das nevascas, os alemães passaram por poucas e boas nos últimos duzentos anos. Lutaram contra a ocupação da França Napoleônica, no início do século XIX, e enfrentaram os horrores de duas guerras mundiais no século XX. E, por conta dos conflitos, aprenderam a lidar com a escassez de alimentos que marcou diversos momentos da história da Alemanha.
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| Joelho de porco cozido acompanhado de chucrute. Foto: Rainer Zenz / CreativeCommons.org |
A conserva, feita de repolho cru curtido em água e sal e deixada na salmoura por semanas até ficar azedo, auxilia na digestão da gordura. A iguaria é originária da China e chegou à Europa Ocidental no século XIII juntamente com o exército Mongol liderado por Genghis Khan. E por também ser altamente nutritivo, o chucrute, rapidamente, se tornou outro queridinho dos povos germânicos.
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| Comemoração na praça central de São Leopoldo durante o Centenário da Imigração em 1924. Foto: Museu Histórico Visconde de São Leopoldo / divulgação Facebook. |
O movimento foi motivado pelo tratado de Abertura dos Portos às Nações Amigas, de 1808. O documento, assinado pelo príncipe Dom João em Salvador, atraiu um grande número de cientistas e contribuiu com o desenvolvimento científico e cultural do Brasil. A primeira colônia alemã oficial em terras tupiniquins foi a de São Leopoldo, no Rio Grande do Sul, em julho de 1824.
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| Intercâmbio cultural também na gastronomia. |
Com o intercâmbio cultural, uma marca desse nosso Brasil, o joelho de porco chegou ao norte e, pelas mãos do chef Dedé Parente, também ganhou fama em Manaus. A carne tenra e rosada, além de ficar uma delícia no hambúrguer, combina bem com as cervejas puro malte oferecidas pela casa.
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| Um brinde ao hambúrguer de joelho de porco da Cachaçaria do Dedé! |
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